Fotos

   CBK
   Árbitros
   Atletas
   Kata [feminino]
   Kata [masculino]
   Kata [equipe]
            Kumite
   Luiz Carlos Jr.
   Tony Jobson
   Caio Duprat
   Carlos Lourenço
   Carlos Rotolo
   Douglas Santos
   Juarez Santos
   Vinicius Silva
   Jeanis Colzani
   Lucélia Ribeiro
   Mª Carolina
   Valéria Kumizaki
   Kumite diversos
   A Seleção do Mundial
   Um cumprimento diferente..
Federação Candanga de Karate - FCK
Seletiva Brasileira Mundial
Mundial de Karate
karatecas
 
Tony Jobson e Luiz Carlos Jr.

A energia do silêncio

Reunidos no Ginásio Esportivo do São Paulo Futebol Clube, na cidade de São Paulo, SP, a elite brasileira do karate se apresentava para mais uma seletiva, agora para definir as vagas para o Campeonato Mundial em Tóquio, Japão.

Ao entrar no confortável e amplo ginásio, constatava-se um silêncio sepulcral. Marcado para iniciar às 10h, uma hora antes a maioria dos atletas já estava presente. Na área central da disputa estavam montado dois “kotos”, movimento? somente dos organizadores para os ajustes finais. Os atletas, de modo singular, procuravam reverenciar aquela arena, que de certa forma era a razão de sua presença. Ali embaixo, em alguns poucos minutos, daria início a disputa por uma vaga, a vaga que todos desejavam – ir para o Mundial.

O tempo passava e os últimos atletas se sucediam. Cumprimentavam-se numa alegria nervosa, eletrizada, de reencontro, e, aos poucos, em seu canto acomodavam-se na concentração, recolhidos em si mesmos, desejando esquecer-se.

O silêncio diminuía no fundo musical que auxiliava mais ainda a mudez. A melodia “new age” estimulava à meditação que a preparação. A voz do locutor intervalava com o sinal de avisos e informações sobre as regras e procedimentos.

Teve início o desfile com a apresentação dos 32 atletas. Perfilados em frente das autoridades da Confederação Brasileira de Karate, ali representado pelo seu presidente Edgar Ferraz, da Comissão Técnica do Kumite e do kata, dos representantes do São Paulo F. C., da arbitragem e dos poucos torcedores, os atletas davam sinal de atividade.

O Kata foi o primeiro. O grupo feminino seguido do masculino, um a um exibia sua arte esportiva.

O kata por natureza tem uma feição estética que primazia o atleta. Concentração, perfeição técnica, movimentos ágeis e com destreza, preenche o espaço e irradia arte. Para quem aprecia a sinfonia de movimentos é uma ocasião encantadora. Como de costume o silêncio acompanha esse espetáculo. O som que já era ausente ficou mais distante ainda. O movimento do quimono cujo vento cortava o ar provocando uma sensação de leque abrindo e fechando ou no “kia” do atleta, era a situação que quebrava o silêncio. Iniciando ou terminando a sensação de apreensão do karateca em sua apresentação era visível.

Tomou parte do espetáculo o Kumite.

Uma particularidade das seletivas, o silêncio.

Em qualquer campeonato, o vozerio humano atroante, condiz com a com toda energia que o kumite pulsa. Ansiedade, muita ansiedade, adrenalina, muita adrenalina e a expectativa exalam em forma de conversas, brincadeiras e gritos em metamorfose do vulcão em erupção do espírito do atleta.

Na seletiva não. Como não há permissão para torcer, orientar, gritar, vibrar, torna o local do espetáculo sem vida. Era como assistir uma exibição muda, A pressão interna dos atletas era uma perfeita desarmonia com o silêncio imposto.

Se porventura pudéssemos mensurar o silêncio no momento da seletiva e fosse passível de medir, a pressão sobre o psiquismo do karateca era de toneladas. Geralmente quem se apresenta espera uma resposta da platéia. A compreensão do aplauso ou da vaia dá à apresentação o tom do agradecimento ou da censura, o silêncio é mortal para o artista. No karate, o grito da torcida em sintonia com a luta torna o kumite emocionante. O espetáculo impressiona. O chão treme e os deuses no olimpo aplaudem os guerreiros em luta esportiva.

O início foi nervoso, tão nervoso que alguns “shiai kumite” terminaram sem vencedor obrigando definir entre o “ao” e o “aka”  o braço elevado do árbitro, indicando o vencedor.

O silêncio continuava. Em cada "deai", em cada golpe a quietude dos bandeirinhas e dos árbitros intimidavam no silêncio. O receio do erro, o peso da disputa, gerava um combate nervoso. A tensão na mente do atleta ecoava no grito algumas vezes por acreditar no ponto certo, mas não ressoava da arquibancada.

Terminava a luta. O silêncio continuava, apenas entrecortado pelo o anúncio do locutor.

Entre frustrações e alegrias encerra-se a seletiva brasileira de karate.

Ali, a elite nacional presente, convocada para estar em frente a Comissão Técnica, distinguia a excelência do karate brasileiro. Quatorze karatecas estarão representando o Brasil no Mundial em kumite e seis farão o notável balé da apresentação do kata.

Depois de oito anos, tempos de glórias com Didi e Célio Rene, o Distrito Federal volta ao mundial pela competência de dois atletas. Luiz Carlos Jr. e Tony Jobson. É com orgulho que sentimos a convocação e com alegria transmitimos nossa esperança.

Da seleção brasileira, um grupo de nível, de alto nível do karate brasileiro, se desloca para o outro lado do mundo, no dia sete de novembro, mais precisamente para Tóquio, Japão. Levam a esperança e o som de muitas batidas nervosas e aceleradas dos nossos corações desejando que cada um faça o que tem de melhor em sua alma.

Lutar!

OSS

Secretaria de Esporte

Fotos

 

Home
  FCK
  Estatuto
  Sede
  Atos e decisões
  Documentos
  Diretoria
  Histórico
  Associações
  Atletas
  Notícias
  Saúde
  Crônicas
  Entrevistas
  Galeria de Fotos
  Calendário
  Resultados
  Vídeos
  Fórum
  Contato
  Links
  Saiu na imprensa

 

 
Entre em contato:

contato@karatedebrasilia.org.br