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Um atleta empenhado num
treinamento, prepara-se. Ao participar de uma competição seu
foco é
ganhar. Essa é a regra.
Mas, ganhar e perder faz parte da competição. Vence o que de uma certa forma soube tirar melhor proveito do momento. Técnica, psicológica e fisicamente, desponta aquele que melhor tem de talento em si. Vence o de melhor estratégia. Três atletas do DF conquistaram seu espaço na seletiva nacional para compor a delegação Brasileira para XXII Campeonato Pan-americano de Karate realizado em Caracas, Venezuela nos dias 28 de maio a 01 de junho. Os três mostraram suas habilidades técnicas, atuaram brilhantemente representando o país e registraram na história do Pan-karate a performance de atletas do Distrito Federal. Camille, Tony Jobson e Luiz Carlos Jr. Três atletas que voltaram vencedores. Cada um construiu a sua própria história. Emoções e sentimentos renovados, conhecimentos de uma nova experiência, novos amigos e a certeza que o esporte que abraçou - o karate, exige aperfeiçoamento contínuo, permanente, para estar sempre pronto para os desafios. Tony, o mais experiente, sempre alegre, torcedor apaixonado, karateca manhoso e ágil, retornou ao DF com uma medalha de ouro por equipe. No palco montado no ginásio da Universidade da Venezuela, de frente com Luis Plumacher, o ídolo da Venezuela, os brasileiros sentiram um misto de prazer e orgulho na luta de Tony. Um empate com sabor de vitória. Camille, a mais nova do grupo, sua timidez desapareceu quando o árbitro abriu o combate. Mostrou garra e determinação. Luiz Carlos Jr., o moleque, como ficou sendo chamado pela equipe brasileira, subiu ao tatame num momento crucial do kumite por equipe. O segundo a lutar, na segunda luta por equipe do Brasil. Iniciou com a responsabilidade de igualar a vantagem que os americanos tinham ao vencer a primeira luta. Colocou o Brasil de volta na disputa. Venceu. Na disputa individual, Luiz Carlos Jr. retorna com uma medalha de Bronze. Medalha que tem sabor de ouro. De frente com o Peru, Chile, Equador e o Canadá, lutou como gente grande. Perdeu seus dreads que curtia há dois anos, mas ganhou, não só a experiência, de uma competição que por tradição é a excelência das Américas, mas o respeito da façanha do pódio conquistado. |
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